quarta-feira, 8 de março de 2017

Doenças da soja - Nescrose da haste da soja

Dando continuidade a série sobre as doenças da soja, hoje vamos falar da Necrose da haste.
O sintoma desta doença inicia com uma descoloração da haste, com aspecto de encharcamento que rapidamente, progride para a ápice da planta e adquire a coloração negra. Quando a doença ocorre na fase de plântulas, as mesmas param de crescer devido a morte das gemas apicais e laterais e, posteriormente, acabam morrendo. Ocorre também a deformação do limbo foliar com presença de bolhas, semelhante ao dano causado por estirpe severa do vírus do mosaico comum da soja (VMCS), porém, no caso do VMCS não se observa o escurecimento da haste. O agente causal desta doença foi identificado como sendo um vírus do grupo carlavírus e o seu vetor foi confirmado como sendo a mosca branca (Bemisia tabaci biotipo B (=B.argentifolli)).  No /brasil, não foi constatada a transmissão deste vírus através das sementes, sendo a sua forma de disseminação realizada apenas pelos vetores. O controle da doença se da pelo uso de cultivares resistentes e controle da mosca branca.



Fonte: Folheto TMG (Cultivares de soja 2016/2017)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Doenças da Soja - Ferrugem

Ferrugem da soja (Phakopsora pachyrhizi)


Olá pessoal, hoje daremos início a uma série sobre as doenças da soja. Teremos uma sequencia de posts para elucidar algumas dúvidas que ainda são frequentes.

A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizie, é uma das doenças de maior importância da cultura da soja na atualidade, pelo grande potencial perdas na produtividade. Originária da Ásia onde, ocorre em diversos países da Ásia e na Austrália. Além da ferrugem asiática, a soja pode ser atacada pela ferrugem americana causada por Phakopsora meibomiae, sendo esta sem importância econômica.


Sintomas: A identificação nas lavouras é facilitada pelo uso de lupa de mão com aumento de 20X, o que possibilita a visualização das estruturas reprodutivas do fungo, denominadas urédias ou pústula. As pústulas são caracterizadas por pequenas elevações que contém os uredosporos e a sua formação é mais evidente na face inferior das folhas.
Os sintomas de ferrugem podem ser confundidos om os da Septoriose ou Crestamento Bacteriano. A diferença está na presença do halo amarelado, ao redor das pontuações característicos destas duas doenças e ausente na ferrugem. Na medida em que aumenta a quantidade de lesões, ocorre o amarelecimento generalizado das folhas e, consequentemente , uma aceleração da desfolha, principalmente se a doença encontrar condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Isso, certamente, causará a redução no número de vagens por planta, no número de grãos por vagem e no peso dos grãos e, assim, interferindo na produtividade. As perdas variam em função da intensidade da infecção e da fase em que ocorrem os primeiros sintomas, pois a ferrugem pode ocorrer em diferentes estádios vegetativos e reprodutivos da soja e, quanto mais cedo ocorrer a infecção, maiores poderão ser os danos.


Controle e estratégia de manejo da doença

1 – Utilização de cultivares de ciclo precoce e semi precoce;
2 – Semeaduras no início da época recomendada como estratégia de escape;
3 – Evitar semeadura de soja sobre soja ou soja segunda safra;
4 – Eliminação de plantas de sojas voluntárias ma entressafra;
 5 – Ausência de cultivo de soja na entressafra por meio do vazio sanitário;
6 – Monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura;
7 – Utilização de cultivares com gene de resistência (INOX);
8 – Controle químico por meio de fungicidas efetivos;
9 – Utilização de fungicidas protetores associados as demais misturas (sítio-específicos) comerciais;
10 – Realizar as aplicações de fungicidas de forma preventiva;
11 – Trabalhar com intervalos seguros entre as aplicações de fungicidas;
12 – Tecnologia de aplicação adequada;
13 – Adubação equilibrada do sistema e rotação de culturas;

14 – Manejo cultural bem feito.


Fonte: Folheto Cultivares de soja (TMG) pag. 40-41, Agrolink (http://www.agrolink.com.br).

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Calibragem do pulverizador

Olá pessoal, o post de hoje é sobre como calibrar um pulverizador. Muitas pessoas tem dúvidas ou nem mesmo sabem como proceder na hora de calibrar um pulverizador. A  calibragem e as pontas de aplicação são importantes por diversos fatores.

Independente do pulverizador que será utilizado, as pontas de pulverização são componentes importantíssimos na qualidade da aplicação. Isto porque são elas que definem tamanho de gotas, evaporação da calda, qualidade final de aplicação, atingimento do alvo, risco de contaminação ambiental, riscos à saúde, melhor eficiência na hora de atingir o alvo, distribuição correta de produto na área pulverizada e até mesmo evitar desperdício na hora da aplicação do produto (evitando excesso de produto e deriva) o que consequentemente acarreta em maiores custos. Desta forma, a escolha da ponta é um dos passos mais importantes durante o processo de aplicação.

(Clique na imagem para visualizar em tamanho maior)

Tipos de pontas de pulverização e características

Nota 1
Herbicidas:

I – incorporados ao solo
P – pré-emergentes
PC – pós-emergentes de contato
PS – pós-emergentes sistêmicos

Inseticidas:

IC – Contato
IS – sistêmico

Fungicidas:

FC – contato
FS – Sistêmicos



Calibragem de pulverizador tratorizado

A calibragem consiste em fazer os ajustes para que a calda (água e o produto) chegue ao alvo da pulverização. Segue o procedimento para calibragem do tratorizado:

Passo 1 – Ajustar a rotação do motor do trator, para que na tomada de força tenha 540rpm. Cada máquina tem uma marcação de fábrica indicando a rotação adequada.

Passo 2 – Fazer uma marcação de 50 metros e tomar o tempo (marcar o tempo que o trator leva para percorrer os 50 metros na velocidade de trabalho). Deve-se sair um pouco antes da marca de início (5 ou 10 metros antes) e com a velocidade definida para aplicação. Recomenda-se velocidade entre 5 a 10km/h, dependendo da área.

Marcação dos 50 metros

Anotar o tempo gasto para percorrer os 50 metros. Supomos que o tempo anotado seja = 30 segundos.

Passo 3 – Conhecer o produto que será utilizado na aplicação:

  •       Herbicida, inseticida, fungicida, acaricida ou outro produto.
  •             Sistêmico, contato, mesostêmico ou outro.


Após saber estas informações deve-se definir o padrão de deposição de gotas (menores oumaiores) e a ponta a ser utilizada.

Passo 4 – Definir a pressão de trabalho, no caso de pontas do tipo leque, leque duplo e algumas cônicas. As pressões recomendadas ficam entre 1 a 4 bar (15 a 60 lb/pol²), sempre levando em conta que aumentando a pressão, aumenta o volume e diminui o tamanho da gota.

Passo 5 – Colocar o sistema para pulverizar:
 Coletar água em pelo menos 30% das pontas no mesmo tempo medido no Passo 2 (exemplo usado 30 segundos). Em caso de barra com 17 bicos, coletar água em pelo menos 6 bicos.

 Medir o volume e calcular a média.

Supor que a média seja 0,4 litros (nos 30 segundos), ponta 11002, a 1 bar de pressão ou 15 lb/pol².

Passo 6 – Calcular o volume da calda:

  •   Número de pontas na barra * Espaçamento entre as pontas * Distância    percorrida

17 pontas * 0,5 * 50m = 425m².



  •      Volume aplicado por hectare = volume aplicado por metro quadrado X             10000m².

               0,016 litros/m² X 10000m² = 160 litros/ha


  •  Volume aplicado por alqueire = volume aplicado por metro quadrado X  24200m² = 387,2 litros/alqueire.


Caso este não seja o volume pretendido para pulverização, a pressão pode ser aumentada, poisa a ponta está trabalhando na pressão mínima (1 bar). Se a pressão estiver próxima do limite superior de trabalho da ponta, o melhor é trocar a ponta, para evitar pulverizações com gostas muito finas (altíssimo risco de deriva).Calibragem do pulverizador.

*Dica: A colocação de papel sensível  em alguns pontos da área de pulverização permite verificar o tamanho das gotas e a eficiência destas gotas no alvo da aplicação.

Exemplo do uso do papel sensível
Na imagem acima é possível analisar os três tipos de gotas mais frequentes:

1 - Gotas finas/pequenas (apresentam alto risco de deriva)
2 - Gotas de  pequenas a médias (médio risco de deriva)
3 - Gotas grandes/grossas (apresentam menor risco de deriva)


Por hoje é isso pessoal, até o próximo Post. Forte abraço!


Fonte: Texto adaptado Senar/PR.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Olericultura básica - Mudas e sementes

Olá pessoal tudo bem? Estamos de volta com a série sobre olericultura básica e o assunto de hoje é sobre mudas e sementes.

As mudas e sementes são elementos de grande na importância ma produção de olerícolas, pois os outros procedimentos podem estar como recomendado, mas se a aquisição das mudas e sementes não for criteriosa, todo o sistema produtivo entra em colapso. Portanto alguns pontos devem ser observados:

- Demanda do mercado local (espécie, formato, cor);
- Variedades, cultivares ou híbridos adaptados à região;
- Material com resistência ou tolerância às pragas chaves com ocorrência na região;
- Disponibilidade de sementes ou material de propagação na região.


Escolha das mudas

As mudas podem ser produzidas na propriedade ou compradas. No caso de produção das mudas na propriedade, o produtor deve utilizar bandejas de isopor ou polipropileno próprias para essa finalidade, sementeiras ou em copos (copo pouco recomendado), sempre com substrato livre de pragas e doenças e que forneça os nutrientes necessários às mudas.

É recomendado após a retirada de cada lote, que o produtor não esqueça de lavar as bandejas com água e depois pulverizá-las com uma solução de água sanitária na concentração de 1%, para diminuir o inóculo das bandejas.

Bandeja de plantio de polipropileno
Bandeja de isopor


Quando o produtor optar pela compra das mudas ele deve ficar atento a alguns fatores como:

- Encomendar as mudas de um viveirista de sua confiança (com registro fiscalizado);
- Adquirir a muda no ponto de transplante;
- As raízes devem ocupar o recipiente de modo denso e uniforme.
- As raízes não devem sair da bandeja ou embalagem.
- As mudas devem estar sadias, sem sem a presença de insetos ou doenças. Plantas com folhas manchadas indicam doenças fúngicas, bacterianas ou viróticas que poderão contaminar o resto da produção.
- Não devem apresentar sinais de falta de nutrientes, como folhas amarelas, manchas ou folhas retorcidas.

Sementeiras

Para a produção demudas em sementeiras, construir canteiros de semeadura, com largura de 1,0 metros e comprimento variável , de acordo com a necessidade de utilizar um substrato livre de pragas e  doenças.
Este sistema é pouco recomendado devido à alta demanda de mão-de-obra, risco de contaminação do canteiro, perda de sementes e problemas no manejo da água.

Sementeira - canteiro
Bom pessoal, por hoje é isso. Na próxima terça daremos continuidade a nossa série porque ainda temos muito assunto pela frente. Até a próxima pessoal e forte abraço!

Fonte: Texto adaptado SENAR-PR

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Olericultura básica – Clima

Olá pessoal! Dando continuidade a nossa série sobre olericultura básica, hoje vamos falar de um fator muito importante: O clima.

O clima é um fator determinante para produção, pois exerce grande influência na escolha das espécies de hortaliças no sistema de cultivo, manejo, doenças, pragas e fertilização.

As hortaliças possuem uma ampla adaptação nos diversos tipos de clima e a variedade mais adaptada traz muitas vantagens, são elas: diminuição do custo de produção (em decorrência da menor quantidade de pragas), maior produtividade e menor custo de mão-de-obra.

Quanto ao clima, as hortaliças e dividem em:

- Hortaliças de clima quente: que são as hortaliças que exigem  temperaturas mais elevadas  para produzirem bem. Ex: abóbora, pepino, berinjela, coentro, feijão-vagem, jiló, pimentão, quiabo, dentre outras.
Hortaliças de clima quente
- Hortaliças de clima ameno: são as que produzem melhor em temperaturas amenas, ou seja, suportam temperaturas baixas, mas não suportam geadas. Ex: alface, cenoura, abobrinha, brócolis, almeirão, dentre outras.
Hortaliças de clima ameno

- Hortaliças de clima frio: são muito resistentes ao frio, tolerando geadas. Ex: repolho, rabanete, nabo, beterraba, couve, dentre outras.
Hortaliças de clima frio

- Hortaliças de larga adaptação: produzem bem em climas quentes e amenos, porém não toleram geadas. Ex: tomate, dentre outras.
Hortaliça de larga adaptação

O número de cultivares, as variedades e híbridos disponíveis hoje no mercado de sementes possuem uma ampla adaptação aos microclimas. Portanto, é importante escolher o material correto. Dando –se preferência as sementes “profissionais” e não a sementes encarteladas.

Fonte: Texto adaptado SENAR-PR


Por hoje é isso pessoal, até o próximo post. Forte abraço!


sexta-feira, 18 de março de 2016

Formas de controlar as formigas cortadeiras

Olá pessoal! A matéria de hoje é sobre formigas cortadeiras. Essas pequeninas que causam tantos estragos na agricultura já existem há mais de 100 milhões de anos.
O Brasil possui o maior número de espécies, sendo 10 do gênero Atta (Saúvas) e 20 espécies do gênero Acromyrmex (Quenquéns).

Formigas cortadeiras 
Formas de controle das formigas cortadeiras

Controle mecânico: No caso de formigueiros recentes a escavação do formigueiro e extermínio da rainha é uma boa alternativa, pois nesses casos a rainha encontra-se a poucos centímetros de profundidade.

Controle cultural: A preparação do solo com arado pode ajudar no controle dos formigueiros recentes. Algumas plantas (gergelim, batata doce ou mamona) também podem ser usadas como armadilhas ou até mesmo como alimento alternativo para as formigas evitado ataque as plantações.
Vegetações nativas devem ser mantidas quando não forem competitivas com as plantas cultivadas, já que estas proporcionam uma cobertura vegetal que diminuem a probabilidade dos formigueiros sobreviverem, pois a cobertura vegetal dificulta o pouso à instalação das rainhas durante a revoada.

Controle biológico: O controle biológico faz o uso de inimigos naturais para manter s populações de formigas em um nível que não cause prejuízo econômico. Durante a revoada algumas aves são predadoras dos içás, impedindo que elas formem novos formigueiros.  Além disso, alguns animais como o tatu, algumas aranhas, ácaros, formigas predadoras e algumas espécies de percevejos, por exemplo, destacam-se como predadores das formigas cortadeiras.
Dentre os fungos que atacam insetos destacam-se Enthophthora , Hisurtella, Aschersonia, Nomuraea, Beauveria e Methrhizuim. Os esporos dos fungos infectam os insetos via oral e já existem estudos sendo conduzidos sobre a probabilidade de utilização de fungos entomopatogênicos para o controle de formigas cortadeiras.

Controle químico

Iscas formicidas – são formadas por uma mistura de substrato atrativo (polpa de laranja desidratada) com um ingrediente ativo tóxico (sulfluramida ou fipronil), na forma de pellets. Esses pellets são distribuídos nas trilhas, próximas a colônia e transportados ao interior do ninho pelas próprias formigas cortadeiras.
As iscas devem ser colocadas ao lado das trilhas ativas, sem interromper o fluxo das formigas (nunca devem ser colocadas diretamente nos olheiros). É importante o calculo da área de terra solta para saber a quantidade de formicida a ser aplicado no controle das saúvas, pois não se podem aplicar doses menores que as recomendadas. A área é calculada medindo-se a maior largura pelo maior comprimento do monte de terra solta e, em seguida multiplicando as duas medidas. Então, multiplica-se a área encontrada pela dose recomendada pelo fabricante do produto.  Para o controle de quenquém não é necessário mais do que cinco gramas de isca granulada por formigueiro, quando o principio ativo for fipronil ou sulfluramida.
Iscas formicidas

Micro porta-iscas (MIPIs) – Os porta-iscas compreendem recipientes de polietileno com orifícios laterais para entrada das formigas e capacidade para acondicionar de 5 a 60g de isca. O micro porta-iscas consiste em um saquinho plástico, que contem em seu interior determinada quantidade de isca formicida, 5 ou 10g , sendo mais indicada para áreas onde há predominância de formigas quenquéns.
Saquinhos de porta-iscas

Pós – Os formicidas em pó matam as formigas pelo contato direto com o produto ao ser aplicado no oleiro. O pó deve ser injetado nos olheiros previamente localizados, utilizando equipamento especifico. 

Formicida e pó


Termonebulizacão – consiste em transformar o formicida liquido em fumaça, introduzindo-a no interior dos formigueiros. Desta forma, utiliza-se o calor que sai do motor de um equipamento especial chamado “termonebulizador”. Deve-se injetar a fumaça nos olheiros previamente localizados e quando a fumaça tornar-se densa, tapá-los.

Termonebulização

No mercado existem diversas marcas de iscas formicidas disponíveis além de outras composições não mencionadas (como as iscas em gel e spray) por não serem tão viáveis em caso de grandes populações. É importante ressaltar que produtos químicos só devem ser adquiridos mediante receituário agronômico por profissional habilitado. Também vale lembrar, que o uso de IPIs (Equipamentos de Proteção Individual) são indispensáveis na aplicação de produtos químicos.

Fonte: Texto adaptado SENAR-PR

Por hoje é isso pessoal, até o próximo post. Forte abraço!

 


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Olericultura - Fertilidade do solo


Olá pessoal, hoje daremos continuidade a série sobre olericultura e o assunto desse post é a fertilidade do solo.

Para avaliar a fertilidade é importante realizar uma amostragem de solo e, com base nas análises obtidas é possível realizar a correção necessária.

Calagem

- As quantidades de calcário serão determinadas pela análise de solo.
- Dar preferência ao calcário moído fino  com PRNT² de 80 a 90% ou parcialmente calcinado com PRNT de 90 a 100%. O calcário comum possui PRNT de 60 a 70%.
- O calcário dolomítico ainda fornece uma boa quantidade de magnésio (acima de 12% de MgO), que é benéfico cuidando com relação Ca/Mg (Cálcio e Magnésio) no solo (ideal 3/1).
- Incorporar o calcário a uma profundidade de 20 cm a 30 cm, pois o cálculo de calagem é para 20 cm.
- Distribuir o calcário de maneira uniforme, com antecedência de 30 a 40 dias (alto PRNT) e 60 dias (comum).

*PRNT - Poder Relativo de Neutralização Total. É uma medida da qualidade dos calcários, que leva em conta a granulometria (fina, média ou grossa) e a reatividade (quanto do calcário aplicado reagiu num prazo de 90 dias). Quanto maior esse valor, melhor o calcário.

Adubação

Muitas vezes, somente os nutrientes retirados do solo pela planta não são suficientes. Nestes casos é necessária a adubação. As aplicações de calcário, fertilizantes orgânicos e minerais totalizam em torno de 25% do custo de produção, por esse motivo as análises de solo são importantes para um cultivo adequado, produtivo e economicamente viável.

Para adubação podemos utilizar:

- Adubos orgânicos, tais como: estercos (bovino, suíno, ovino, aves), composto, cama de aviário, biofertilizantes, húmus de minhoca, adubação verde, cinza da casca de arroz (fornece fósforo e potássio).
- Adubos simples (formulados ou simples).
- Complementos minerais (Ex: pó de rocha).



Formas de aplicação

- Aplicar diariamente no solo de forma manual ou mecânica.

- Adubação foliar.
- Fertirrigação.
- Adubação verde, incorporação ou manejo (rolar) do material vegetal no solo.

A adubação orgânica tem a função de melhorar a condições físicas do solo, sua estrutura, além de fornecer os nutrientes de formas gradual e constante.

Os adubos químicos são de assimilação rápida e sua formulação permite o controle com relação a dosagem e o nutriente necessários. Geralmente estão disponíveis na formulação NPK e formulação de micronutrientes.

Os adubos foliares devem ser utilizados conforme as necessidades das culturas, tomando cuidado na escolha, pois devem ter alta solubilidade em água para evitar o entupimento dos equipamentos.

Fonte: Adaptado SENAR-PR


Bom pessoal, por hoje é isso! Espero vocês para o próximo post da série. Grande abraço!

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