terça-feira, 18 de julho de 2017

Doenças da soja - Mancha alvo

Doença de final de ciclo causada pelo fungo Corynespora cassiicola

Sintomas: As cultivares suscetíveis apresentam lesões nas folhas, hastes e vagens, e as tolerantes apresentam somente lesões foliares com baixa severidade. Nas folhas, a doença inicia por pequenas pontuações de coloração castanho-avermelhadas, com halo amarelo, que evoluem para grandes manchas arredondadas, de coloração castanho-clara, atingindo até 2 cm de diâmetro. É comum a ocorrência de anéis concêntricos, isto é, lesões com alternância de área castanha mais clara com áreas mais escuras, com o centro da lesão sempre mais escuro.



Controle e estratégias de manejo da doença:

1 – Utilização de cultivares tolerantes;
2 – Rotação/ sucessão de cultura com espécies não hospedeiras (Ex: milho, gramíneas);
3 – Controle químico por meio de fungicidas efetivos;
4 – Tecnologia de aplicação adequada;
5 – Manejo cultural bem feito

Fonte: Folheto Cultivares de soja (TMG) pag. 44-45, Agrolink (http://www.agrolink.com.br).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Olericultura básica - Plantio

Olá pessoal, hoje daremos continuidade a nossa série sobre olericultura básica. E hoje vamos falar sobre o plantio das hortaliças.

Para a propagação das hortaliças, utilizar várias partes da planta como:

·      Brotos -  Ex: Alcachofra e couve (utilizam-se as brotações laterais das plantas adultas);

Exemplo de plantio por brotos - couve

·      Frutos – Ex: Chuchu (utiliza-se o fruto com broto de 5 a 10 cm de altura para o plantio);

Exemplo de plantio por fruto - chuchu

·      Tubérculos-semente – Ex: batata;

Exemplo de plantio por tubérculos-semente - batata

·      Bulbilhos – Ex: alho;

Exemplo de plantio por bulbilhos - alho

·    Sementes – Ex: agrião, alface, beterraba, berinjela, brócolis, cebola, cebolinha (a cebolinha no caso também pode ser multiplicada da planta adulta  da qual foi retirada a parte verde), cenoura, ervilha, escarola, feijão-vagem, nabo, pepino, pimentão, rabanete, repolho, salsa, tomate.

Exemplo de plantio por sementes - alface

·    Ramas – Ex: agrião, batata doce, inhame, mandioca. Devem ser plantados por ramas de (20 ou 30 cm),e enterrados até a sua metade.

Exemplo de plantio por ramas - mandioca


Sementes

A qualidade da semente é indispensável para a produtividade e vigor da planta. Na aquisição das sementes, é importante observar as informações presentes na embalagem (se houver) como data de validade do teste de germinação (seis meses), as impurezas físicas e de variedade (varietal), a sanidade e a procedência.
O plantio de sementes profissionais traz vantagem de uma maior taxa de propagação das plantas, alta qualidade genética e fisiológica.
Usar sementes de boa qualidade, adquiridas de empresas idôneas e dimensionar a quantidade necessária de sementes em relação ao tamanho da produção. O plantio das sementes pode ser em ou lanço (jogadas sobre o local destinado).
A profundidade do plantio depende do tamanho de cada semente, mas geralmente ocorre entre 0 a 10 cm de profundidade. Se as sementes forem muito pequenas, deve-se misturar, por exemplo, com areia para facilitar a semeadura (isso faz com que as sementes sejam distribuídas de forma proporcional). Após o plantio, deve-se irrigar o local.

Exemplo de sementes para plantio


Mudas e transplantio

Transplantio é a operação de transferência das mudas da bandeja ou da sementeira para o local definitivo.

Para o plantio dos canteiros, é interessante dar preferência às horas mais frescas do dia e escolher as mudas sadias. Mudas com raízes tortas ou quebradas devem ser descartadas. Não desfazer os torrões (terra presente na raiz quando retirada da bandeja), e sim enterrar a muda até a altura do torrão ou colo da planta ( altura que estava na bandeja). Compactar o solo levemente no entorno da muda e após o término do plantio das mudas o local deve ser regado.

Exemplo de mudas para transplantio - alface

Fonte: texto adaptado  SENAR-PR/236.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Doenças da soja - Tombamento

Olá pessoal, dando continuidade a nossa série de posts sobre doenças da soja, hoje vamos falar de tombamento.

Sintoma de tombamento causado pelo fungo Rhizoctonia solani: inicia pela formação de estrias castanho-avermelhadas na raiz, logo abaixo do nível do solo. As estrias resultam na podridão seca , de coloração castanha a castanho-avermelhada. É freqüente a  ocorrência de estrangulamento do colo, abaixo do nível do solo, situação na qual as plântulas murcham e tombam ou ainda sobrevivem emitindo raízes adventícias acima da região afetada.



Sintoma de tombamento causado pelo fungo Sclerotium rolfsii: inicia logo abaixo do nível do solo, como uma podridão mole (aquosa). As plântulas afetadas murcham e, ao serem puxadas, se destacam com facilidade no ponto de infecção. Sobre a área infectada pode haver o desenvolvimento de um denso micélio branco com pequenas estruturas (esclerócios) de coloração branca a castanho-escura.


Os sintomas mais graves na planta aparecem na primavera, pouco depois do plantio. O estrangulamento parcial dos caules pode originar grande diversidade de sintomas.


Controle: Recomenda-se sucessão de cultura com trigo e aveia e rotação com soja de modo a reduzir o inóculo presente na área. O plantio seguido de milho, feijão, algodão, batateira e tomateiro aumenta a população do fungo. Deve-se fazer aração profunda para diminuir o inóculo perto da superfície do solo e promover a rápida decomposição dos resíduos infestados. Sugere-se evitar semeadura profunda, pois aumenta o tempo para a emergência e prolonga a exposição de tecidos suscetíveis ao patógeno. Sempre que possível, o plantio deve ser feito em épocas quentes, para que haja rápida emergência e desenvolvimento das plantas. O tratamento das sementes também é recomendado.


Fonte: Folheto Cultivares de soja (TMG) pag. 42-43, Agrolink (http://www.agrolink.com.br).


Vamos ficar atentos aos sintomas das nossas lavouras pessoal, por hoje é isso, até o próximo post. Forte abraço!


quarta-feira, 8 de março de 2017

Doenças da soja - Nescrose da haste da soja

Dando continuidade a série sobre as doenças da soja, hoje vamos falar da Necrose da haste.
O sintoma desta doença inicia com uma descoloração da haste, com aspecto de encharcamento que rapidamente, progride para a ápice da planta e adquire a coloração negra. Quando a doença ocorre na fase de plântulas, as mesmas param de crescer devido a morte das gemas apicais e laterais e, posteriormente, acabam morrendo. Ocorre também a deformação do limbo foliar com presença de bolhas, semelhante ao dano causado por estirpe severa do vírus do mosaico comum da soja (VMCS), porém, no caso do VMCS não se observa o escurecimento da haste. O agente causal desta doença foi identificado como sendo um vírus do grupo carlavírus e o seu vetor foi confirmado como sendo a mosca branca (Bemisia tabaci biotipo B (=B.argentifolli)).  No /brasil, não foi constatada a transmissão deste vírus através das sementes, sendo a sua forma de disseminação realizada apenas pelos vetores. O controle da doença se da pelo uso de cultivares resistentes e controle da mosca branca.



Fonte: Folheto TMG (Cultivares de soja 2016/2017)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Doenças da Soja - Ferrugem

Ferrugem da soja (Phakopsora pachyrhizi)


Olá pessoal, hoje daremos início a uma série sobre as doenças da soja. Teremos uma sequencia de posts para elucidar algumas dúvidas que ainda são frequentes.

A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizie, é uma das doenças de maior importância da cultura da soja na atualidade, pelo grande potencial perdas na produtividade. Originária da Ásia onde, ocorre em diversos países da Ásia e na Austrália. Além da ferrugem asiática, a soja pode ser atacada pela ferrugem americana causada por Phakopsora meibomiae, sendo esta sem importância econômica.


Sintomas: A identificação nas lavouras é facilitada pelo uso de lupa de mão com aumento de 20X, o que possibilita a visualização das estruturas reprodutivas do fungo, denominadas urédias ou pústula. As pústulas são caracterizadas por pequenas elevações que contém os uredosporos e a sua formação é mais evidente na face inferior das folhas.
Os sintomas de ferrugem podem ser confundidos om os da Septoriose ou Crestamento Bacteriano. A diferença está na presença do halo amarelado, ao redor das pontuações característicos destas duas doenças e ausente na ferrugem. Na medida em que aumenta a quantidade de lesões, ocorre o amarelecimento generalizado das folhas e, consequentemente , uma aceleração da desfolha, principalmente se a doença encontrar condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Isso, certamente, causará a redução no número de vagens por planta, no número de grãos por vagem e no peso dos grãos e, assim, interferindo na produtividade. As perdas variam em função da intensidade da infecção e da fase em que ocorrem os primeiros sintomas, pois a ferrugem pode ocorrer em diferentes estádios vegetativos e reprodutivos da soja e, quanto mais cedo ocorrer a infecção, maiores poderão ser os danos.


Controle e estratégia de manejo da doença

1 – Utilização de cultivares de ciclo precoce e semi precoce;
2 – Semeaduras no início da época recomendada como estratégia de escape;
3 – Evitar semeadura de soja sobre soja ou soja segunda safra;
4 – Eliminação de plantas de sojas voluntárias ma entressafra;
 5 – Ausência de cultivo de soja na entressafra por meio do vazio sanitário;
6 – Monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura;
7 – Utilização de cultivares com gene de resistência (INOX);
8 – Controle químico por meio de fungicidas efetivos;
9 – Utilização de fungicidas protetores associados as demais misturas (sítio-específicos) comerciais;
10 – Realizar as aplicações de fungicidas de forma preventiva;
11 – Trabalhar com intervalos seguros entre as aplicações de fungicidas;
12 – Tecnologia de aplicação adequada;
13 – Adubação equilibrada do sistema e rotação de culturas;

14 – Manejo cultural bem feito.


Fonte: Folheto Cultivares de soja (TMG) pag. 40-41, Agrolink (http://www.agrolink.com.br).

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Calibragem do pulverizador

Olá pessoal, o post de hoje é sobre como calibrar um pulverizador. Muitas pessoas tem dúvidas ou nem mesmo sabem como proceder na hora de calibrar um pulverizador. A  calibragem e as pontas de aplicação são importantes por diversos fatores.

Independente do pulverizador que será utilizado, as pontas de pulverização são componentes importantíssimos na qualidade da aplicação. Isto porque são elas que definem tamanho de gotas, evaporação da calda, qualidade final de aplicação, atingimento do alvo, risco de contaminação ambiental, riscos à saúde, melhor eficiência na hora de atingir o alvo, distribuição correta de produto na área pulverizada e até mesmo evitar desperdício na hora da aplicação do produto (evitando excesso de produto e deriva) o que consequentemente acarreta em maiores custos. Desta forma, a escolha da ponta é um dos passos mais importantes durante o processo de aplicação.

(Clique na imagem para visualizar em tamanho maior)

Tipos de pontas de pulverização e características

Nota 1
Herbicidas:

I – incorporados ao solo
P – pré-emergentes
PC – pós-emergentes de contato
PS – pós-emergentes sistêmicos

Inseticidas:

IC – Contato
IS – sistêmico

Fungicidas:

FC – contato
FS – Sistêmicos



Calibragem de pulverizador tratorizado

A calibragem consiste em fazer os ajustes para que a calda (água e o produto) chegue ao alvo da pulverização. Segue o procedimento para calibragem do tratorizado:

Passo 1 – Ajustar a rotação do motor do trator, para que na tomada de força tenha 540rpm. Cada máquina tem uma marcação de fábrica indicando a rotação adequada.

Passo 2 – Fazer uma marcação de 50 metros e tomar o tempo (marcar o tempo que o trator leva para percorrer os 50 metros na velocidade de trabalho). Deve-se sair um pouco antes da marca de início (5 ou 10 metros antes) e com a velocidade definida para aplicação. Recomenda-se velocidade entre 5 a 10km/h, dependendo da área.

Marcação dos 50 metros

Anotar o tempo gasto para percorrer os 50 metros. Supomos que o tempo anotado seja = 30 segundos.

Passo 3 – Conhecer o produto que será utilizado na aplicação:

  •       Herbicida, inseticida, fungicida, acaricida ou outro produto.
  •             Sistêmico, contato, mesostêmico ou outro.


Após saber estas informações deve-se definir o padrão de deposição de gotas (menores oumaiores) e a ponta a ser utilizada.

Passo 4 – Definir a pressão de trabalho, no caso de pontas do tipo leque, leque duplo e algumas cônicas. As pressões recomendadas ficam entre 1 a 4 bar (15 a 60 lb/pol²), sempre levando em conta que aumentando a pressão, aumenta o volume e diminui o tamanho da gota.

Passo 5 – Colocar o sistema para pulverizar:
 Coletar água em pelo menos 30% das pontas no mesmo tempo medido no Passo 2 (exemplo usado 30 segundos). Em caso de barra com 17 bicos, coletar água em pelo menos 6 bicos.

 Medir o volume e calcular a média.

Supor que a média seja 0,4 litros (nos 30 segundos), ponta 11002, a 1 bar de pressão ou 15 lb/pol².

Passo 6 – Calcular o volume da calda:

  •   Número de pontas na barra * Espaçamento entre as pontas * Distância    percorrida

17 pontas * 0,5 * 50m = 425m².



  •      Volume aplicado por hectare = volume aplicado por metro quadrado X             10000m².

               0,016 litros/m² X 10000m² = 160 litros/ha


  •  Volume aplicado por alqueire = volume aplicado por metro quadrado X  24200m² = 387,2 litros/alqueire.


Caso este não seja o volume pretendido para pulverização, a pressão pode ser aumentada, poisa a ponta está trabalhando na pressão mínima (1 bar). Se a pressão estiver próxima do limite superior de trabalho da ponta, o melhor é trocar a ponta, para evitar pulverizações com gostas muito finas (altíssimo risco de deriva).Calibragem do pulverizador.

*Dica: A colocação de papel sensível  em alguns pontos da área de pulverização permite verificar o tamanho das gotas e a eficiência destas gotas no alvo da aplicação.

Exemplo do uso do papel sensível
Na imagem acima é possível analisar os três tipos de gotas mais frequentes:

1 - Gotas finas/pequenas (apresentam alto risco de deriva)
2 - Gotas de  pequenas a médias (médio risco de deriva)
3 - Gotas grandes/grossas (apresentam menor risco de deriva)


Por hoje é isso pessoal, até o próximo Post. Forte abraço!


Fonte: Texto adaptado Senar/PR.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Olericultura básica - Mudas e sementes

Olá pessoal tudo bem? Estamos de volta com a série sobre olericultura básica e o assunto de hoje é sobre mudas e sementes.

As mudas e sementes são elementos de grande na importância ma produção de olerícolas, pois os outros procedimentos podem estar como recomendado, mas se a aquisição das mudas e sementes não for criteriosa, todo o sistema produtivo entra em colapso. Portanto alguns pontos devem ser observados:

- Demanda do mercado local (espécie, formato, cor);
- Variedades, cultivares ou híbridos adaptados à região;
- Material com resistência ou tolerância às pragas chaves com ocorrência na região;
- Disponibilidade de sementes ou material de propagação na região.


Escolha das mudas

As mudas podem ser produzidas na propriedade ou compradas. No caso de produção das mudas na propriedade, o produtor deve utilizar bandejas de isopor ou polipropileno próprias para essa finalidade, sementeiras ou em copos (copo pouco recomendado), sempre com substrato livre de pragas e doenças e que forneça os nutrientes necessários às mudas.

É recomendado após a retirada de cada lote, que o produtor não esqueça de lavar as bandejas com água e depois pulverizá-las com uma solução de água sanitária na concentração de 1%, para diminuir o inóculo das bandejas.

Bandeja de plantio de polipropileno
Bandeja de isopor


Quando o produtor optar pela compra das mudas ele deve ficar atento a alguns fatores como:

- Encomendar as mudas de um viveirista de sua confiança (com registro fiscalizado);
- Adquirir a muda no ponto de transplante;
- As raízes devem ocupar o recipiente de modo denso e uniforme.
- As raízes não devem sair da bandeja ou embalagem.
- As mudas devem estar sadias, sem sem a presença de insetos ou doenças. Plantas com folhas manchadas indicam doenças fúngicas, bacterianas ou viróticas que poderão contaminar o resto da produção.
- Não devem apresentar sinais de falta de nutrientes, como folhas amarelas, manchas ou folhas retorcidas.

Sementeiras

Para a produção demudas em sementeiras, construir canteiros de semeadura, com largura de 1,0 metros e comprimento variável , de acordo com a necessidade de utilizar um substrato livre de pragas e  doenças.
Este sistema é pouco recomendado devido à alta demanda de mão-de-obra, risco de contaminação do canteiro, perda de sementes e problemas no manejo da água.

Sementeira - canteiro
Bom pessoal, por hoje é isso. Na próxima terça daremos continuidade a nossa série porque ainda temos muito assunto pela frente. Até a próxima pessoal e forte abraço!

Fonte: Texto adaptado SENAR-PR

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